Esse é um filme que vai prender a atenção de vocês o tempo todo. Impossível não comparar com a versão original, de 1951, dirigida por Robert Wise, que foi uma verdadeira obra de arte.
Keanu Reeves vive um Klaatu quase sem sentimentos, parece um robô, uma interpretação congelada, com raros momentos em que se pode distinguir algum sentimento no personagem.
O filme é muito bom, até a metade. A atmosfera tensa, com rumores de um apocalipse estão presentes com maestria, na primeira metade. Depois disso, um abraço. A mensagem ecológica e pacifista de Klaatu se perde, não é muito bem passada. O robô que protege Klaatu e sua esfera-nave são dois pontos altos do filme. Impressiona e amedronta, um robô bem maior que o original. A nave, na versão moderna, é uma esfera de gases, e nunca se conhece seu interior.
As surpresas ficam por conta das presenças do Python John Cleese, em uma honrosa participação no papel do prof. Banhardt, de Kathy Bates, vivendo a porta-voz do presidente, e de Robert Knepper, o
T-Bag, the Prison Break, vivendo um coronel do exército! A aparição de Knepper fez com que eu desse uma risada em um trecho que não tinha nada a ver no filme!
Não há o ponto alto do suspense do filme, em que a frase "Klaatu barada niktu" é falada ao robô. Aliás, o robô se desintegra em milhares de insetos metálicos, em um efeito que lembra muito "A múmia", só que com poeira de metal, ao invés de areia.
A esfera-nave não desce em Washington, mas em Manhattan! Aliás, várias outras esferas menores aparecem mundo afora.
Para mim, de zero a dez, dou 6 para esse filme. Prefiro o original.
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